O pecado e o amor

Para discernires o pecado, precisarás conhecer intimamente o amor, primeiramente o amor a Deus, depois ao próximo, bem como a ti mesmo. Quem conhece o amor procede de Deus e não peca, porque pecado é desobediência à Deus e a sua palavra.
O verdadeiro amor lança fora todo medo, todo mal, toda solidão, todo egoísmo, toda independência, toda agressividade, toda passividade, toda procrastinação, toda ação carnal, toda visão carnal, todo plano carnal, todo ódio, toda amargura e toda falta de perdão.
Aquele que não tem amor e diz que não tem pecado é mentiroso. Aquele que diz ter amor mas não tem obras é mentiroso. O amor é a marca do cidadão do reino dos céus. Os futuros moradores do reino dos céus são os presentes doadores do amor incondicional aqui neste planeta do qual Jesus é o governador  e mestre soberano.

Quem prega a palavra de Deus mas não ama seus ouvintes como Cristo Jesus amou os seus com obras e atos de humildade, é lobo em pele de cordeiro e tem em si o enganoso espírito do anticristo. As obras confirmam a veracidade e autenticidade do que se prega.
A fé sem obras é morta. A religião do reino dos céus de Deus é cuidar das viúvas, dos pobres, dos doentes, dos marginalizados, dos humildes, dos pecadores e dos pequeninos, pois qualquer um que isso faz está fazendo para o próprio Cristo e comprova que sua vida é de morador do reino dos céus e sua pregação é verdadeira.
Quem sobe nos palcos, nos palanques, nos púlpitos e nos altares, para de lá anunciar a palavra de Deus, mas ao descer não se assenta com os pequeninos que o escutaram para os abraçar, os ajudar, os escutar, lhes dar carinho, aceitação e ter comunhão com eles, anula o poder das palavras que pregou, pois o amor não separa ninguém e nem faz acepção de pessoas, muito pelo contrário, o amor permite comunhão verdadeira entre os grandes e os pequenos, pois no reino de Deus o maior é o menor e o menor é o maior.
O amor não divide o indivisível que é a unidade do povo de Deus, nem permite existir eleitos e rejeitados, pois na unidade do povo de Deus não há rejeição, mas aceitação, compreensão e união. O amor não espalha, ajunta! O amor não se ensoberbece, mas humilha-se reconhecendo o próximo como superior a si.
O amor não tolera a mentira, pois é a madre da verdade e não tem ligação com a falsidade. O amor é arauto das boas novas e das verdades do reino de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, assim, no amor não cabe nenhuma sombra do engano e da mentira.
O amor não usurpa o direito do próximo, pois sendo fonte da justiça, não lida com dois pesos e duas medidas, antes dá a cada um o que é seu conforme a vontade do Pai Celestial. O amor não destrói sonhos, antes lança suas sementes e as faz germinar.
O amor espera, pois sabe que para todo propósito debaixo dos céus há um tempo definido e estabelecido por Deus. O amor compreende e tem perseverança, pois sabe que o respeito a Deus e ao próximo é um dom supremo e fruto do Espírito, que gera boas sementes.
O amor não tolera e nem se compactua com as obras da carne que são prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas e bebedices, antes, mas muito antes, o amor planta, cuida, faz germinar e reproduzir, a cem e a mil por um, as obras e as sementes do fruto do Espírito que são alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
Quem cresce e evolui em amor, diminui e elimina o pecado. Enfim, aquele que compreende o amor se livra do pecado.

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